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Mostrando postagens de 2008

A HISTORIA DE ARMIRO

Naquele dia o bar do Armiro estava cheio como nunca. Ao som de uma radiola velha que tocava um brega de Bartô Galeno, casais se esbarravam, suarentos e embriagados, na minúscula sala do estabelecimento. Comemoravam a chegada a este mundo de Ana rosa, a terceira filha de Armiro e Joana Balaio. A cachaça era por conta da casa. Do lado de fora, meninos sujos, barrigudos e de pés descalços se engalfinhavam a cada vez que um dos festeiros jogava para o alto balinhas e pirulitos, aos berros de barata voa. O velho Armiro, sempre com um sorriso escancarado na boca banguela, vez por outra ia até o meio da rua e disparava para o céu rojões e foguetes, o que atraia mais gente para a festa, que começara pela manhã e não tinha hora para acabar. E não parava de chegar gente para felicitá-lo pela grça

UMA CRÔNICA SOBRE UMA TARDE QUENTE

Era meio-dia. Do alto, no céu, rancoroso e inclemente, o sol despejava sobre Piripiri toda a sua escaldante fúria que somada ao sopro ardente de um cúmplice vento de verão tornava insuportável aos habitantes da bela cidade sair do abrigo de suas residências.

PIRIPAS

És a cidade mais linda do mundo, A mais dengosa, a mais charmosa. Ah, as tuas noites, Piripiri. O teu morro da saudade curiando os namorados sussurrando ao pé do ouvido lembranças de um bom passado. As tuas praças, os teus mistérios. Que triste pra mim seria morrer sem matar saudade, Pisar descalço teu solo, oh, terra do vaga lume. Minha menina Piripiri, eterna namoradinha me faz sentir saudades, vontade de ser criança. Aí deixei amigos, deixei paixões.

O CANALHA

matos adorava gabar-se aos amigos sobre seus casos amorosos. contava minunciosamente cada detalhe. sempre enfeitados com exageros de gabola. não tinha pudores mesmo quando entre os interlocutores encontrava-se alguma namorada desavisada de seus sempre disponiveis amigos de mesa de bar. era um canalha assumido. tinha no sangue a verve de um salafrário e chegava mesmo a sentir orgulho disso. Os amigos adoravam ouvir as peripecias de matos. compatilhavam cada aventura amorosa .

SAPATILHA

Era conhecido pela alcunha de Sapatinha, e já velho conhecido da polícia em Piripiri.Apesar da pouca idade tinha audácia e a frieza própria dos gatunos.Era especialista em furtar residencias, principalmente pequenos abjetos de valor, celulares, dvd e camera fotografica. Agia durante o dia mesmo sem o menor receio de ser surpreendido o que não raro acontecia e era neste momento que usava o seu dom. fingia-se um esmoleu pedindo ajuda, outras vezes dizia estar procurando algum endereço. O certo é que sapatilha era um bandido azarão. suas ações quase sempre terminavam mal. certa vez levou uma surra ao tentar furta a casa de uma juiza em piripiri. teve a infelicidade de ser surpreendido por alguns homens que trabalhavam na reforma da casa da magistrada. os homens o renderam e chamaram a polícia. sapatilha estava com uma garrafa de vinho do porto o qual seguno ele adimitiria mais tarde seria degustado em baile de reggae da cidade ou mesmo na beira do rio.

BABY

Ela era extremamente linda e o pior, tinha conciencia dessa beleza e a usava ardilmente para seduzir os pobres coitados que dela se enamorasse, pricncipalmente para conseguir alguma vantagem. Não se impotava muito com esse papo de escrúpulos. "isso come o que?" zombava ela quando ouvia esta palavra. desde muito nova era dada a mentiras. quando aprontava alguma coisa botava culpa no irmão que era doente mental. A medida que foi crescendo creceram também sua beleza e sua perversidade para com os homens. "são uns bobos!"

DE UM TRISTE

Dê-me uma faca cega, Com uma lâmina de dois gumes, que ao cortar a carne saborei o sangue quente e amargo que dela sai. O meu maldito sangue que não honrei, Devolvo agora à terra. Que os vermes façam dele o que quiserem; que se deliciem com o prazer macabro dos alcóolatras fazendo do banquete horendo a celebração de uma nova vida.

EL DESAPARECIDO

Depois de esvaziar o copo de pinga pela décima terceira vez pagou a conta, pôs o chapeu de palha seca na cabeça, cuspiu no chão e saiu. Todos os presentes que antes enquanto da sua permanência permaneciam calados e cabisbaixos agora podiam voltar a conversar à vontade sem o medo de qualquer mal interpretação e uma fatal facada no pé do umbigo. O silêncio inquientante cedeu lugar a um tímido murmúrio que logo se tranformou num coro de vozes desordenadas , misturadas ao som do radinho de pilha. Sempre era assim. a presença de Zé Vicente parecia causar nas pessoas um pânico sufocante, que toda vez que ele chegava à bodega pra dar uns tragos as pessoas se calavam, o medo tomava conta do ambiente. muitos engoliam em seco a vontade de pedir a conta de pedir o troco ao velho Genaro simplismente por medo de zé vicente ficar chateado e fazer das suas inesperáveis maldades. dizia-se dele as mais terríveis coisas comentava-se a boca pequena, claro, que em mocidade matara o proprio irmão por ca...

VIEIRA

Vieira acordou às cinco da manhã,banhou-se, tomou um café preto e saiu para o Distrito. Era sempre assim nos dias de plantão. " o livro de passagem está na mesa do comissariado, confere antes de assinar valeu?" disse o Plinio, o agente que saia do plantão Vieira passava os olhos no livro quando uma gordo alto chegou acompanhado de outro homem. " Quero falar com o delegado" " Ele ainda não se encontra, posso ajudá-lo?" " Não! É so com ele, a que horas ele chega?" " chega as oito" disse Vieira olhando para o livro. seu esõmago doia. " Meus Deus"onde esse país vai parar, tá vendo aí Dr Paulo? o delegado não dá nem as caras" o outro só balancava a cabeça concordando. conferido e assinado olivro de passagem Vieira levantou-se e foi ao patio do Distrito. acendeu um cigarro. " me diga uma coisa rapaz"o gordo o seguiu" seu delegado não sabe que tem que chegar cedo não hein?" " Diga isso a ele"respond...