EL DESAPARECIDO
Depois de esvaziar o copo de pinga pela décima terceira vez pagou a conta, pôs o chapeu de palha seca na cabeça, cuspiu no chão e saiu. Todos os presentes que antes enquanto da sua permanência permaneciam calados e cabisbaixos agora podiam voltar a conversar à vontade sem o medo de qualquer mal interpretação e uma fatal facada no pé do umbigo. O silêncio inquientante cedeu lugar a um tímido murmúrio que logo se tranformou num coro de vozes desordenadas , misturadas ao som do radinho de pilha. Sempre era assim. a presença de Zé Vicente parecia causar nas pessoas um pânico sufocante, que toda vez que ele chegava à bodega pra dar uns tragos as pessoas se calavam, o medo tomava conta do ambiente. muitos engoliam em seco a vontade de pedir a conta de pedir o troco ao velho Genaro simplismente por medo de zé vicente ficar chateado e fazer das suas inesperáveis maldades. dizia-se dele as mais terríveis coisas comentava-se a boca pequena, claro, que em mocidade matara o proprio irmão por causa de uma velha lavadeira com quem era amancebado, que a tal lavadeira depois da morte do possivel amante enforcou-se deixando um bilheteem garranchos declarando febrilmente amor eterno ao amado assassinado. E era esse, segundo diziam, o motivo do desgosto de Zé vicente, agora entregue ao vício da cachaça e à valentia.Não suportava que o encarassem nos olhos por entender que se tratava de gesto desafiador e ofensivo.
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