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Mostrando postagens de setembro, 2008

DE UM TRISTE

Dê-me uma faca cega, Com uma lâmina de dois gumes, que ao cortar a carne saborei o sangue quente e amargo que dela sai. O meu maldito sangue que não honrei, Devolvo agora à terra. Que os vermes façam dele o que quiserem; que se deliciem com o prazer macabro dos alcóolatras fazendo do banquete horendo a celebração de uma nova vida.

EL DESAPARECIDO

Depois de esvaziar o copo de pinga pela décima terceira vez pagou a conta, pôs o chapeu de palha seca na cabeça, cuspiu no chão e saiu. Todos os presentes que antes enquanto da sua permanência permaneciam calados e cabisbaixos agora podiam voltar a conversar à vontade sem o medo de qualquer mal interpretação e uma fatal facada no pé do umbigo. O silêncio inquientante cedeu lugar a um tímido murmúrio que logo se tranformou num coro de vozes desordenadas , misturadas ao som do radinho de pilha. Sempre era assim. a presença de Zé Vicente parecia causar nas pessoas um pânico sufocante, que toda vez que ele chegava à bodega pra dar uns tragos as pessoas se calavam, o medo tomava conta do ambiente. muitos engoliam em seco a vontade de pedir a conta de pedir o troco ao velho Genaro simplismente por medo de zé vicente ficar chateado e fazer das suas inesperáveis maldades. dizia-se dele as mais terríveis coisas comentava-se a boca pequena, claro, que em mocidade matara o proprio irmão por ca...