A HISTORIA DE ARMIRO
Naquele dia o bar do Armiro estava cheio como nunca. Ao som de uma radiola velha que tocava um brega de Bartô Galeno, casais se esbarravam, suarentos e embriagados, na minúscula sala do estabelecimento. Comemoravam a chegada a este mundo de Ana rosa, a terceira filha de Armiro e Joana Balaio. A cachaça era por conta da casa. Do lado de fora, meninos sujos, barrigudos e de pés descalços se engalfinhavam a cada vez que um dos festeiros jogava para o alto balinhas e pirulitos, aos berros de barata voa. O velho Armiro, sempre com um sorriso escancarado na boca banguela, vez por outra ia até o meio da rua e disparava para o céu rojões e foguetes, o que atraia mais gente para a festa, que começara pela manhã e não tinha hora para acabar. E não parava de chegar gente para felicitá-lo pela grça