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Mostrando postagens de 2009
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NADINHA

Uma triste chuva caía naquela tarde do dia x  agosto de 1999. Na casinha  situado no número 60 da rua Xique Xique, bairro Caixa D'água, uma senhora de uns 70 anos deixava cair algumas lágrimas de pranto junto a um caixão aberto. Os presentes, umas oito pessoas no máximo ,se espremiam na pequena sala  contemplando  em silêncio a cena. Vez em quando alguém ia até o caixão e colocava a mão na face do defunto.  Nadinha -era essa a alcunha do de cujus-havia falecido na madrugada, após agonizar durante três longas horas, gemendo de dor, sem nenhuma assistência médica ou qualquer que fosse .  Foi encontrado pela irmã, já de manhãzinha,  caído no chão batido da salinha da humilde residência. Não obstante agonia por conta da horrível dor quando de seu perecimento,  a morte de Nadinha representava  em verdade o fim de uma longa jornada de sofrimento e toda sorte  de privações .{o qual começou ainda em sua mocidade qunado foi vítima de um...

A ETERNA MENINA

A noite era linda naquele 09/05/1999 em Piripiri. Denise penteava os belos cabelos diante do espelho. Estava muito feliz com os preparativos de seu aniversário de 15. anos. Convidara vários amigos do colégio e também os do bairro. Vez enquando pegava no colo o enorme boock fotográfico e admirava com um largo sorriso suas fotos tiradas dias antes na FONCEPI, lugar preferido pelas debutantes para fotografar . Na hora do jantar, à mesa, a conversa era uma só, a tão esperada festa. Seu Armiro e dona Solange, pais de Denise, estavam animados com a felicidade da filha. Realizararim o sonho da menina de ter um baile de 15 anos. "Vai ser perfeita" repetia toda hora a Denise. Embriagada de tanta felicidade, foi preciso sua mãe chamar três vezes apara avisar-lhe que havia gente espernado-a à porta. Era Carminha, uma das suas melhores amigas. Apareceu para convidar Denise para irem juntas para os festejos do bairro Anajás. Denise pediu que Carminha aguardasse enquando pedia à mãe permi...

PRINCÍPIO

No princípio era o beijo. E as línguas não se deixavam, Agrediam-se violentamente com a cólera do desejo. Sangue em brasa, Pelos eriçados E o odor da sua vontade confundindo-se com a minha rigidez! Coração desembestado. ......... No presente é mais do mesmo, Coração já acostumado. O frio muda-se da barriga para os lábios. Que apenas cumprem protocolo ....... No futuro , apenas um aperto de mão, Tão penoso e sem graça ....

PIRIPIRI

A saudade me rasga o peito sem dó nem compaixão Quando penso enamorado em ti, Piripiri. Ai de quem não te conhece minha pequena. ai de mim! ai de mim! Que a distância não me deixa te comtemplar lá do teu morro da saudade que me mata És a cidade mais linda do mundo, A mais dengosa, a mais charmosa. Ah, as tuas noites, Piripiri. O teu morro da saudade curiando os namorados sussurrando ao pé do ouvido lembranças de um bom passado. As tuas praças, os teus mistérios. Que triste pra mim seria morrer sem matar saudade, Pisar descalço teu solo, oh, terra do vaga lume. Minha menina Piripiri, eterna namoradinha me faz sentir saudades, vontade de ser criança. Aí deixei amigos, deixei paixões. Quando penso