NADINHA
Uma triste chuva caía naquela tarde do dia x agosto de 1999. Na casinha situado no número 60 da rua Xique Xique, bairro Caixa D'água, uma senhora de uns 70 anos deixava cair algumas lágrimas de pranto junto a um caixão aberto. Os presentes, umas oito pessoas no máximo ,se espremiam na pequena sala contemplando em silêncio a cena. Vez em quando alguém ia até o caixão e colocava a mão na face do defunto.
Nadinha -era essa a alcunha do de cujus-havia falecido na madrugada, após agonizar durante três longas horas, gemendo de dor, sem nenhuma assistência médica ou qualquer que fosse . Foi encontrado pela irmã, já de manhãzinha, caído no chão batido da salinha da humilde residência.
Não obstante agonia por conta da horrível dor quando de seu perecimento, a morte de Nadinha representava em verdade o fim de uma longa jornada de sofrimento e toda sorte de privações .{o qual começou ainda em sua mocidade qunado foi vítima de um atropelamnet) Quando em vida passava o dia perambulando pelas ruas de Piripiri apoiado em suas inseparáveis e surradas moletas. Trazia sempre a tira colo uma sacola encardida que só Deus sabe o que continha. Um acidente de carro o deixara inválido.
Apesar da sorte que a vida lhe dera, Nadinha não era de andar se queixando. Ao contrário era sempre visto cantarolando ou sorrindo.
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